“O cérebro que aprende: neurociências e educação no século XXI”

Realizou-se no passado dia 8 de setembro, na Escola Secundária José Saramago-Mafra, o IV Encontro do CFAERC (ação de curta duração, 6 horas). O evento, dirigido a cerca de duas centenas de educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário, foi consagrado às neurociências na sua relação com o campo educativo. Contou com a colaboração de todas as escolas associadas ao CFAERC e teve como parceiros a Câmara Municipal de Mafra e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Com o título “O cérebro que aprende: neurociências e educação no século XXI” pretendeu-se, no fundamental, responder à seguinte questão: como é que as neurociências podem ajudar os docentes? Para o efeito, o Encontro foi estruturado em quatro sessões plenárias, consagrando-se dois momentos – no final da manhã e ao fim da tarde – para debate. Nas duas primeiras sessões, a abordagem foi, sobretudo, concetual; em torno, designadamente, das seguintes entradas: “bases do funcionamento do cérebro” e “neurociências e educação”. A respetiva dinamização esteve a cargo dos professores Alexandre Castro Caldas e Joana Rato, ambos do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Por outro lado, nas demais sessões, à luz do conhecimento científico produzido na área das neurociências, procurou-se dar exemplos de regras, estratégias e métodos que podem ser adotados pelos docentes no sentido de favorecer as aprendizagens dos alunos; mobilizaram-se, sobretudo, as tecnologias da informação e comunicação (TIC), assim como o autoteste como estratégia promotora das aprendizagens. Neste caso, as comunicações foram proferidas por Ana Luísa Rodrigues (Instituto de Educação da Universidade de Lisboa) e Ana Vigário (Escola Secundária José Saramago-Mafra). Não menos importantes foram os momentos em que os docentes puderam interpelar os oradores. Percebeu-se, então, o interesse pela temática em apreço, nomeadamente, no correlato aos processos de aprendizagem e aos fatores que os influenciam. Ficou, aliás, expresso no inquérito de satisfação enviado aos formandos que o IV Encontro do CFAERC foi uma mais-valia para pensar / operacionalizar a ação educativa.

(Foto: Momento da intervenção do Professor Castro Caldas, no IV Encontro do CFAERC.)